Por que a boceta desceu do pedestal e se tornou uma aquisição tão fácil quanto uma garrafa de cachaça?
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Por que eu não posso mais me vangloriar do sofrimento por aquele pedacinho de couro quente, conhecido por acalmar todo e qualquer pranto?
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Por que a boceta não é mais o reflexo, no plano mais íntimo da confiança, daqueles olhos bonitos que me conquistaram?
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Por que a virtude não é o amor, mas sim a múltipla escolha traçada pelos olhares numa boate?
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Por que a própria boceta tem a vontade de se entregar a promiscuidade sem pensar nos filhos que sairão dela um dia?
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Por que o delírio adocicado do coração batendo nas costas de seu amor, desacelera o ritmo enquanto a boca cochicha carinhos não faz mais sentido?
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Por que a boceta insiste em ser chamada de “mete para caralho” toda vez que avista uma antiga aventura papeando sobre a vida alheia.
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Por que a liberdade foi confundida com o desapego por si mesma?
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Por que a boceta desceu do pedestal?
Por que a liberdade foi confundida com desapego?
ResponderExcluirMe pergunto isso todo dia, às vezes...