segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Zero
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Falso
Riso
Só
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Trim Trim!
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Saudade
Lembrar dos tempos áureos de sete, oito, nove, dez anos de idade e pensar que naquela época eu mesmo me bastava. Nada é mais maravilhoso que a eterna epifania que é a infância, desconexa de alcool e de aventuras sexuais. Todo dia era uma novidade. Estar acompanhado era acaso... Eu me bastava e era isso que contava.
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Lembrar também, que o tempo passou. E passou com ele, toda a magia que havia em mim. Enxergar o mundo com olhos safados, desabotoando as blusas de todas as moças da rua virou uma constante. À parte disso, também nasceu em mim a necessidade mais hipócrita e mais intensa de todas, a de descobrir uma moça em especial, que me faz desejá-la mais que qualquer outra coisa... Fazendo assim com que quaisquer outros desejos meus sejam meramente banalizados. Eis a solidão: Não ouso me entregar ao mundo, pois o mundo é banal e não é aquilo que eu quero. Noves fora, o que eu quero parece não me corresponder.
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Desde então, eu me engano vivendo um sonho narcisista, anulando meu orgulho e superestimando meu amor... É mais fácil assim do que ir à luta.
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A Boceta no pedestal.
Por que a boceta desceu do pedestal e se tornou uma aquisição tão fácil quanto uma garrafa de cachaça?
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Por que eu não posso mais me vangloriar do sofrimento por aquele pedacinho de couro quente, conhecido por acalmar todo e qualquer pranto?
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Por que a boceta não é mais o reflexo, no plano mais íntimo da confiança, daqueles olhos bonitos que me conquistaram?
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Por que a virtude não é o amor, mas sim a múltipla escolha traçada pelos olhares numa boate?
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Por que a própria boceta tem a vontade de se entregar a promiscuidade sem pensar nos filhos que sairão dela um dia?
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Por que o delírio adocicado do coração batendo nas costas de seu amor, desacelera o ritmo enquanto a boca cochicha carinhos não faz mais sentido?
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Por que a boceta insiste em ser chamada de “mete para caralho” toda vez que avista uma antiga aventura papeando sobre a vida alheia.
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Por que a liberdade foi confundida com o desapego por si mesma?
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Por que a boceta desceu do pedestal?
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Coisas do Klitóris
Preciso de você para andar comigo à noite inteira, descalça, pela areia cheia de lixo quase-tóxico da praia de boa viagem
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No final, quando o sol ainda estiver dando as caras, você já vai ter o olhar mais azul que o céu das seis e meia.